Publicado em 15/06/2026 16:39
A ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, deverá sofrer entre 9 e 10 interdições totais, além de outras paralisações parciais, até fevereiro de 2027, quando o contrato das obras de recuperação da ponte acaba. Nesses dias, as cidades de Corumbá e Ladário ficarão “isoladas”.
Na sexta-feira, a ponte fluiu em meia pista, quando começaram as obras de recuperação da estrutura. Mas, ao longo dos trabalhos, estão previstas interdições totais a cada três semanas na única rodovia asfaltada que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado.
Em nota enviada à reportagem, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), responsável pela execução da intervenção, informou que as obras seguem um cronograma técnico rigoroso para garantir a segurança dos usuários e a preservação da estrutura.
“Durante todo o período de intervenção, o tráfego operará majoritariamente sem interrupção, em meia pista, no sistema pare e siga, com o auxílio de duas plataformas metálicas que permitem a circulação de veículos enquanto os serviços avançam”, explicou a agência.
Ainda de acordo com a nota, a estimativa inicial é de que sejam necessários 19 pontos de reparo, dos quais entre 9 e 10 interdições serão totais, número que pode sofrer alteração, tanto para mais quanto para menos, conforme a necessidade técnica e o desempenho das frentes de serviço em cada ponto.
A Agesul também destaca que as interdições completas da ponte ocorrerão exclusivamente para as etapas de concretagem, processo estrutural fundamental que exige planejamento e execução rigorosos, que visam garantir a resistência final da estrutura.
Por fim, a orientação é que os motoristas planejem suas viagens com antecedência e fiquem atentos aos comunicados oficiais sobre as datas e horários específicos de cada fechamento.
Em matéria veiculada ontem pelo Correio do Estado, foi informado que as interdições totais vão ocorrer, preferencialmente, aos fins de semana e no período noturno. E, sempre que isso ocorrer, a população será comunicada com antecedência para que os usuários da rodovia possam se programar.
Faixas informativas e painéis de LED serão instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.
O titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, destacou que a obra foi planejada para reduzir os impactos aos usuários sem abrir mão da segurança.
“Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente. Neste momento, o tráfego seguirá em meia pista, e qualquer interdição futura será comunicada previamente para que moradores, empresas e transportadores possam se organizar”, afirmou.
Vale lembrar que a obra conta com mais de R$ 11,7 milhões de investimento, por meio de termo de cooperação técnica entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit

Governo do Estado vem fazendo reparos na ponte que foi pedagiada por 14 anos, desde 2024 - Foto: Saul Schramm/Agesul
PEDÁGIO
A ponte foi pedagiada durante quase duas décadas sob a justificativa de que a cobrança era para bancar a manutenção.
A cobrança acabou em setembro de 2022, mas até agora a ponte instalada na rodovia federal segue sob responsabilidade do governo do Estado, já que, por conta das más condições, o Dnit se recusou a receber a estrutura.
Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para a reforma ampla que será executada agora e no pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego.
Ela ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades.
As obras vão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura.
Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista.
Por correiodoestado.