Corumbá já aplicou mais de R$ 10 milhões no enfrentamento ao coronavírus

julho 16, 202010:31 am

Corumbá já aplicou mais de R$ 10 milhões no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. A prestação de contas das ações e recursos aplicados no combate à doença foi feita nesta quarta-feira, 15 de julho, pelo prefeito Marcelo Iunes durante live na página da Prefeitura Municipal no Facebook. Os secretários de Saúde, Rogério Leite, e de Finanças, Luiz Henrique Maia de Paula, também participaram da explanação.

Ao todo, o Município recebeu R$ 11.425.707,03 em recursos para uso exclusivo ao combate à epidemia do novo coronavírus. A verba veio de repasses dos Governos Federal e Estadual; emendas de bancadas parlamentares e doações. Desse montante, foram aplicados R$ 10.147.411,25 e ainda há saldo de R$ 1.278.295,78 para aplicação nas ações.

“Estamos apresentando à população recursos que vieram de emendas de deputados estaduais e federais; da União e do Governo do Estado para o Município e hospital e de doações feitas por entidades, instituições e empresas”, explicou Marcelo Iunes. Houve doações do Ministério Público Estadual (MPE); Ministério Público do Trabalho (MPT); Vetorial Siderurgia; Fonplata e disponibilizadas via decretos municipais.

De acordo com a movimentação financeira, as receitas estão estabelecidas da seguinte forma: R$ 10.164.573,05 (Federal); R$ 520.000,00 (Estadual) e R$ 741.133,98 (Doações). Desse recurso, o Município já aplicou R$ 9.335.479,94 dos repasses federais; R$ 316.093,15 da verba Estadual e R$ 495.838,16 do montante recebido em doações. A mineradora Vale também contribuiu substancialmente doando à Santa Casa, máscaras cirúrgicas descartáveis, luvas, aventais, máscaras N-95 e óculos de proteção, além de 8,4 mil kits de testes rápidos para diagnóstico do novo coronavírus.

“Estamos investindo na reforma do hospital para que esses recursos exclusivos do combate à covid-19 permaneçam na cidade, para uso da população de Corumbá. É melhor equiparmos o hospital, em vários setores, do que gastar com hospital de campanha, que será desativado posteriormente. Estamos investindo no hospital para que fique permanente para dar assistência maior aos corumbaenses, com transparência e serenidade”, disse o prefeito.

Iunes informou que no momento, o poder Executivo não pensa em editar decreto de calamidade pública como já aconteceu em outras cidades sul-mato-grossenses. “Por enquanto não pensamos no decreto calamidade pública. Se precisar, com certeza. Temos o Comitê de Combate à Covid-19 para debater essa questão. Se decidirem pela necessidade, vamos fazer. Mas, ainda não tivemos essa conversa”, esclareceu.

Gisele Ribeiro/PMC

Recursos vieram dos governos federal e estadual, emendas parlamentares e de doações, disse prefeito

O chefe do Executivo Municipal lembrou que Corumbá conta com 22 leitos de CTI em Corumbá, sendo 10 deles para uso dos pacientes de demais doenças e 12 exclusivos para internados por covid-19. Na tarde desta quarta-feira, dia 15, a Santa Casa vai entregar a reforma do setor B2 da instituição hospitalar, disponibilizando 25 leitos. O hospital aguarda a chegada de 10 respiradores adquiridos e outros 5 equipamentos encaminhados pelo Governo Federal.

“Temos hoje 597 casos confirmados de um total de 5.578 notificações, que fizeram exames. Corumbá tem pouco mais de 10% de confirmações dos casos notificados, estamos estamos com alta testagem na cidade”, afirmou o prefeito.

Iunes ressaltou que a Prefeitura vai receber mais de 18 milhões de reais do Governo Federal para repor perdas com receita. Dinheiro que não é destinado ao combate ao novo coronavírus. “Serão R$ 18,8 milhões divididos em quatro parcelas. Esses recursos são para reposição de ICMS e ISS, não são destinados para o combate à covid-19. É para as prefeituras conseguirem arcar com despesas mensais como folha de pagamento, contratos. Os municípios perderam receita. Foi por causa da covid que o Governo Federal repassou, mas é para reposição das perdas com receita”, esclareceu.

Rodoviária

Na transmissão ao vivo, o prefeito falou que a Prefeitura estuda a reabertura da Rodoviária Intermunicipal, interditada desde março. “Vemos com outros olhos a reabertura da rodoviária. Há muitas pessoas fazendo transporte clandestino, carona amiga que acabam prejudicando o trabalho da Vigilância Sanitária. Muitas pessoas falam que estão vindo de assentamentos, de Albuquerque e não de fora. Pegando o ônibus em Campo Grande, a empresa faz todo o controle e identificação. Estamos conversando para ver se há possibilidade de reabrir a rodoviária nos próximos dias”, antecipou Marcelo Iunes.

Há um protocolo de biossegurança recomendando pela Secretaria Municipal de Saúde e também pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), prevendo funcionários capacitados para trabalharem na barreira sanitária que será implantada na Rodoviária.

Fonte: Assessoria de Comunicação da PMC
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